17 de set. de 2009

12-09-09 Entrevista para a Leute Heute (ZDF)



Tradução
O vosso novo álbum vai ser lançado em Outubro, quão satisfeitos estão com o resultado?

Bill: Estamos muito satisfeitos. É entusiasmante porque produzimos durante tanto tempo, trabalhámos tanto nisto. É como ser bebé, de certa forma não sabemos o que fazemos. Estás a fazer algo de que gostas e com o qual ficas contente e quando é a altura de ser lançado, ficamos muito nervosos. E estamos mesmo contentes com ele [o resultado], gastámos o nosso tempo, experimentámos coisas novas e estamos mesmo satisfeitos.

O título significa "humanóide", é algo pessoal ou... Como é que chegaram a esse título?
Tom: É pessoal. "Humanóide" é algo que me acompanhou a mim e ao Bill em toda a nossa vida. É assim até hoje em dia. E percebemos quando escrevemos as músicas para o álbum que esse título fazia sentido.

Pela primeira vez o albúm será lançado em inglês e alemão, ao mesmo tempo, é diferente cantar em Inglês?
Bill: Bem, era um desafio fazer as duas linguas desde o início, porque da ultima vez tivemos mais tempo, e traduzimos-as. E tivemos muito mais trabalho do que esperávamos, porque fizemos os textos em duas linguas e demora duas vezes mais. Por exemplo, os videos. Mas não queremos negligenciar nenhuma versão. Eu tive que me habituar a isso, mas nos dias de hoje... Estamos um pouco a voltar ao inicio, ao que fizemos no início. Quando começámos há 10 anos, tambem começamos em Alemão e Inglês. E agora estamos a fazer isso novamente. Sabe bem.

Como é ser famoso nos Estados Unidos e no Canadá?
Tom: Claro que é muito bom. Quer dizer, esperamos ir ao máximo de países possiveis. E ainda não fomos ao Japão até agora, mas queremos. E é ótimo, claro. Nunca são países suficientes para nós.

Os fãs lá são diferentes?
Tom: Eu acho que cada fã é diferente e acho que não conseguimos separá-los por países. Não podemos dizer que é assim no Canadá e assim na França.

Como foi a experiência de ser fotografado pelo Karl Lagerfeld para a Vogue?
Bill: Foi uma boa experiência. É um dos sonhos que qualquer pessoa quer concretizar na sua vida e foi muito bom. Estava muito entusiasmado quando soube que o poderia fazer. Demo-nos muito bem e gosteu muito dele, foi bom trabalhar com ele. Foi uma boa sessão fotográfica.

Já sabias o que ele queria desde o início?
Bill: Acho que podemos entender-nos todos muito bem, porque somos perfeccionistas. Eu sabia o que ele queria, e ele tamb+em. Acho que foi a sessão fotográfica mais rápida que alguma vez fiz e correu muito bem.

Aconteceram certos problemas com perseguidoras, desde o último álbum. Essas coisas menos boas com as quais têm de viver?
Bill: São o lado mau das coisas, são coisas que o sucesso arrasta consigo e tens de viver com isso. É mesmo uma das coisas negativas.

As coisas estão melhores agora?
Bill: Acho que nunca vai acabar.
Tom: Bem, estamos muito afastados e na realidade não queremos saber disso. Por causa disso é dificil decidir, mas o ano passado, quando produzimos o álbum, tentámos viver completamente em privado mas só depois percebemos que já era algo muito dificil.

Foste acusado de sar um soco a uma das perseguidoras. Como é que isso está agora? Continua?
Tom: Sim, isso... Sim.

Gustav, foste atacado por uma garrafa de cerveja. Deve ter doído, não?
Gustav: Sim, sim. Doeu.
Tom: Nós já tivemos outras coisas diferentes que nos doeram, para ser sincero. Brigamos diariamente e isso dói muito mais.

Como se diz, acho que tu, Georg, és o único que tem oficialmente uma relação?
Georg: Sim, não apenas oficial. Sou o único que está ocupado.

E como é que os outros reagem a isso? Nada de novo?
Bill: Para mim, antes dos Tokio Hotel... Sim, não havia relação nenhuma. Espero que isso mude algum dia. Gostava mesmo de dizer algo diferente, não sou rapaz de manter em segredo. É estúpido não contar. Espero que isso aconteça qualquer dia, claro.

Então, última pergunta. Antes vocês viviam completamente em privado: Sentem falta de tudo, dos concertos e isso?
Bill: Bem, às vezes é bom não nos vermos todos os dias. E quando as pessoas só escrevem porcaria sobre nós, gostarias de te sentar, fazer música e isso. É a única coisa irritante. Estamos a fazer o álbum e queremos que as pessoas o oiçam um dia, por isso sentimo-nos bem por sair e ter o álbum pronto e... Não me conseguia imaginar a não fazer isto durante anos. Preciso disto. Quando não estás em palco por um longo espaço de tempo, queres muito fazê-lo de novo.

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