17 de set. de 2009

GQ (DE) - 10/2009

Bill Kaulitz pousa como uma diva com um chapéu extravagante para a câmara do designer de moda. O cantor não apenas atingiu o "título" de estrela musicalmente mas também virou um grande icon da moda.

Sem maquilhagem sente-se nú e Bill Kaulitz não faz disso um segredo. O vocalista dos Tokio Hotel, que continua a batalhar intensamente contra o rumor de ser homossexual, pousa para Karl Lagerfeld em Berlim, e fê-lo para o 30º aniversário da VOGUE alemã.


Introduzir os Tokio Hotel não é necessário mas aos poucos terá de os levar a sério. O que começou como uma banda de escola em 2001, é agora o maior fenómeno Pop e mais exportado desde os Rammstein.
O terceiro álbum: Humanoid (2/10 da Universal Music) é também esperado por fãs em França e na América com grandes sorrisos, a revista Rolling Stones celebra o 20º aniversário dos gémeos Bill (vocalista) e Tom (guitarrista).



Os gémeos mostraram à GQ a sua pequena grande viagem pelo seu Universo.




Estilo dos Tokio Hotel
Bill: Já antes da banda se formar eu adorava sair de casa com maquilhagem e tudo o que tenha a ver com isso. Não me sentia vestido, mas sentia-me eu mesmo. Na realidade, quando tenho dias de folga, o que raramente acontece, adoro sentar-me no sofá com a barba por fazer, sem maquilhagem e de calças de fato de treino. É uma oportunidade boa.
Tom: Eu sempre tive estes cortes de cabelo urbanos. Antes tinha rastas, agora tenho tranças. Gosto de ter o cabelo fácil de tratar. Gosto de um cabelo em que me levante de manhã e que não tenha de me pentear primeiro.


Os ídolos dos Tokio Hotel
Bill: Eu sempre adorei filmes de vampiros, gosto também de Nena e David Bowie. Mas nunca pensei em me parecer com aquele visual Kei-Scene com os quais sou comparado. Nem sabia que isso existia.
Tom: Eu gosto de homens duros. Steve McQueen e Rober De Niro. Gostava de me parecer com eles quando for mais velho. Consigo imaginar-me a ter uma barba como a deles.

Tokio Hotel e a rebeldia
Bill: O nosso padrasto apanhou-nos uma vez na nossa terra com um taco de basebol porque os rapazes mais velhos queriam-nos bater. Nós já eramos assim quando tinhamos 9 anos e estávamos conscientes disso. Quanto mais as pessoas ficavam chocasas pela minha maquilhagem escura, esta seria ainda mais carregada no dia seguinte.


Tokio Hotel e o sexo
Bill: Nos concertos claro que eu poderia dizer aos seguranças: Aquela, aquela e aquela... Trá-las para mim mais logo. Mas isso não me entusiasma. Tenho de estar apaixonado.
Tom: Para irem comigo, não precisam de muitos truques *ri*. Eu já tirei partido disso algumas vezes à um bom tempo atrás, tive "pequenas histórias" mas eram apenas coisas físicas e nada mais.
Bill: Uma vez eu cheguei ao meu quarto de hotel e estavam três raparigas deitadas na minha cama. Os seguranças não gostaram disso e tiraram-nas dali para fora. Mas essas coisas acontecem, as raparigas conseguem entrar pelas janelas.


Tokio Hotel e privacidade
Tom: Desde à alguns anos que a nossa vida é isolada. Se sairmos de casa, temos sempre de levar seguranças connosco. Passear e andar pela rua espontaneamente é algo que não podemos fazer. O ano passado não conheci sequer uma pessoa na rua.


Tokio Hotel e o trabalho
Tom: O nosso álbum é também um obrigado aos nossos fãs alemães por nos serem fiéis enquanto estamos em tour pelo mundo. O facto de trabalharmos com pessoas mais velhas nos nossos dias de trabalho é algo que não nos incomoda.
Bill: Eu adoro sair com pessoas mais velhas! Gostava de ter um bar apenas para pessoas com uma idade mais avançada. E gostava de me encontrar com toda a gente para tomar cagé.


Minu-Punk
Quando os Tokio Hotel lançaram o seu primeiro hit, em 2005 com "Durch den Monsun", a cabeça de Bill era uma espécie de combinação entre punk, emo e "dormi mal a noite passada".
Porco-espinho
Para o seu segundo álbum (Zimmer 483) o vocalista apresentou-se em 2007 com um penteado à porco-espinho, que parecia tirado de um manga japonês. Mas parece que foi uma mera coincidência.
Elegante-rasta
O último grito para o novo álbum: Humanoid. Rastas com extensões brilhantes. Não têm nada a ver com Reggae. O Bill queria apenas uma mudança.

0 Comente aqui!:

Postar um comentário