8 de set. de 2009

OZAP - Tokio Hotel : Esperamos vender 100 milhões de álbuns


Formados em 2001, o Tokio Hotel está rapidamente se tornando o grupo alemão mais conhecido do mundo.

A sua mistura muitas vezes obscura do pop e do rock lhes permitiu atravessar as fronteiras do seu país, e transcender a barreira da língua,
colocando vários títulos alemães no Top 10 francês.
Esta queda, os gêmeos Bill e Tom, acompanhados de Gustav e Georg, regressam com o seu terceiro álbum "Humanoid", gravado em inglês e em alemão.
De passagem por Paris, o grupo deu uma entrevista á Ozap, onde eles falam em números: vendas, concertos, custo dos clips...
É também a oportunidade para lhes perguntar o que pensam dos seus fãs, dos artistas franceses, ou ainda... da gripe A.



Vocês sabem quantos fãs alemães já gritaram o seu nome?
Georg: Devem ser muitos.
Tom: Quantas pessoas há na França?
Aproximadamente 60 milhões...
Georg: Então pelo menos 60 milhões.
Tom: Não, para ser honesto, acho que não foram tantos.


Já passou algum tempo em que esses milhões de fãs gritavam quando os viam. Às vezes não é cansativo ver essas reações um pouco histéricas?
Tom: Isso não aconteceu nunca.
Bill: Não mesmo. Totalmente o oposto.
Tom: De vez em quando, há rumores de que estamos irritados porque as pessoas gritam sem parar.
Mas acho que isso é muito bom para uma banda e para nós nunca é o bastante.


"Fomos nós que pagamos o videoclip de Automatic"

Quantas músicas gravaram para este álbum?
Bill: Na versão normal do álbum temos 12 músicas e há 16 na versão de colecionador. Mas claro que fizemos mais, muitas mais!


E nessas músicas há alguma evolução desde os seus álbuns anteriores?
Bill: Na realidade, é difícil de descrever essa evolução. Para nós, foi uma evolução normal, não foi algo planejado.
Eu não disse "A partir de agora vamos mudar as coisas".De fato não escrevíamos à algum tempo e nos perguntaram o que queríamos escrever.
Tentamos vários instrumentos e foi assim que nasceu o novo álbum.

Como traduziram as músicas para inglês?
Bill: Trabalhamos com quatro produtores no novo álbum porque mesmo que um de nós fale fluentemente inglês, precisamos sempre de uma pequena ajuda.
E eles, claro, falam inglês fluentemente.
Tom: É mais fácil para nós escrever em inglês do que falar - por exemplo, numa entrevista.

Vocês sabem quanto é que custou o videoclip do novo single "Automatic"?

Tom: Sim. Fomos nós que o pagamos.
São vocês que pagam os seus videoclips?
Bill: Sim, somos nós que investimos. As gravadoras praticamente não têm dinheiro e se quiser ter um videoclip decente, acho que o essencial é investir nele.
Tom: Acho que custou tanto que nos próximos seis meses seguintes, não vamos ganhar um centavo que seja!
Bill: Acho que seria mais fácil comprar duas lindas Ferraris pelo preço deste videoclip.


"Odiamos os paparazzi"

Exato, se há pouco dinheiro nos cofres das gravadoras é com certeza por causa do download ilegal. Vocês têm fãs jovens, e muitos deles devem fazer pirataria. Como é que vocês reagem a isto?
Bill: Espero que não sejamos pirateados.
Tom: De qualquer forma, ninguém pode escapar ao download ilegal. Acho que já é algo que faz parte do mundo da música e que nenhum artista está imune a isso. Mas por outro lado, acho que os nossos fãs vão comprar o CD verdadeiro e quando puderem vão nos mostrar que compraram.


Quantas vezes já lhes perguntaram se estavam solteiros?
Tom: No total? Não muitas vezes...
Bill: Até parece que isso faz o mundo.
Gustav: Quase tantas vezes quantas aquelas que nos perguntaram como é que apareceu o nosso nome [da banda].
Georg: Pelo menos um número com 5 dígitos, penso eu.


Vocês sentem a mesma pressão que as celebridades das revistas com todas estas questões sobre sua privacidade?
Bill: Sim! Odiamos os paparazzi! Isto não é algo que deveria existir. Há alturas em que parece que tudo vai explodir. Temos de fazer tudo o que eles querem, mas nós nem sempre vamos por isso...


"Porque não levar o nosso público a sério?!"

Quantas pessoas já foram aos seus shows no total?
Tom: Também conta com o concerto em Paris ao pé da Torre Eiffel?
Não, isso é batota porque haviam lá outros artistas!
Gustav: 10.000 por show e em cada lugar em que estamos em tour.
Tom: Cerca de 400.000 por tour e mais outros concertos.
Bill: Fizemos três tour, então no total deverão ser... 1,5 milhões?

Entre esses 1.5 milhões de espectadores, quantos eram garotas?
Tom: Diria entre 60% a 70%


Não acham que este público muito jovem e cheio de garotas não os deixará serem tratados como músicos a sério?
Bill: Mas porque não levarmos estas garotas a sério?
Isto é dito muitas vezes, de uma boa ou má maneira, mas as garotas são mais suscetíveis a coisas passageiras...
Tom: Mas temos de dizer que os nossos fãs são muito leais, por isso acho que não estamos falando de uma coisa passageira. E também acho que não podemos generalizar. A imagem que as pessoas têm dos nossos fãs é um pouco distorcida e talvez essa opinião venha de uma banda com dez ou quinze anos mas em que os fãs eram um pouco menos fiéis.

Quantos albuns Tens?

Bill: Cinco milhões em média, mas não sei quantos CDs ao todo.

Alguns artistas sabem todos esses números de cor: os números de vendas, a posição nos tops. Essas são coisas que não os interessam?
Tom: Não, na realidade não nos interessa muito.

Então se eu perguntar quantos CDs esperam vender do novo álbum, vocês diriam.
Tom: Cem milhões.

"Não vamos cancelar um concerto por causa da Gripe A"

Um assunto recente que não tem muito a ver com números... Têm receio da gripe A?
Tom: O Georg nos assusta com isso todos os dias.
Gustav: Agora tenho mais medo do Georg do que da gripe A
Bill: O Georg nos disse que não devíamos ser vacinados porque a vacina ainda não foi testada. É apenas um grupo de físicos!

Um artista francês, vocês devem saber quem é, Johnny Hallyday, cancelou recentemente um concerto por causa da gripe A.
Tom: Sim, nós o conhecemos na Star Academy quando estava conosco.


Têm medo de se encontrarem nesta situação e ter de cancelar concertos?
Bill: Cancelar um concerto? Não! Há gripes todos os dias entre os fãs e não vejo o porquê de cancelar um concerto. É difícil proteger e se a pessoa tiver de apanhar, vai apanhar.
Georg: Sim, mas em espaços grandes como um lugar de show, o risco de contaminação é alto e aí é mais perigoso para os fãs.
Tom: Bom ponto de vista, Georg.

Fonte:TH Oficial BR {Obrigada ;*}

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