30 de nov. de 2009

Universal Mexico (Revista) - Há racismo na música?


A primeira versão garante que os membros da banda alemã Tokio Hotel esperavam pelo elevador, mas quando as portas se abriram, encontraram Kalimba e então decidiram não subir porque não compartilham com um negro.
A outra versão é que o Tokio Hotel nunca se encontrou com Kalimba num elevador e que o único contato foi de longe, e que por “questões de segurança" ninguém se pode aproximar da banda alemã durante a sua visita a outros países.

A cena teria acontecido ou não em Acapulco há duas semanas atrás, durante a cerimónia dos Prêmios Telehit.

A primeira tese é apoiada por dois amigos próximos de Kalimba, Vera Poncho e El Burro Jorge Van Rankin, que escreveram nas suas respectivas colunas de jornal que os membros do Tokio Hotel não só se mostraram racistas como também arrogantes com a equipe de produção Telehit e em geral com o público.

"Contaram-me - escreveu Van Rankin - que num momento em que estavam no elevador, ele abriu-se e entrou Kalimba e estes rapazes (Tokio Hotel) saíram para não conviver com o cantor. "

Poncho Vera também não foi testemunha e baseia o que diz em "coisas que me disseram."

Um porta-voz da Universal Music, a discográfica dos músicos alemães, negou as acusações: "Estive sempre com eles e nunca vi uma atitude estranha do Tokio, pelo contrário, foram sempre amigáveis e com disposição para saudar todos os fãs ", disse ele.

O próprio Kalimba ignorou a questão numa entrevista realizada no final do evento.

Questionado sobre o alegado problema com a banda alemã, ele respondeu: "Eu não sei, não tenho nenhum problema, eu amo todos eles, se houve algum problema provavelmente foi teu, porque eu não tive”.

O boato, negado por alguns e alimentado por outros, provocou um debate: Existe racismo no mundo da música?

Outros episódios:
Kalimba sofreu um ato de discriminação em Dezembro de 2005.

Ele mesmo narrou que ele se alterou com um cliente de um bar que lhe fez comentários racistas.
A situação foi tão grave que o cantor acabou por dar com uma garrafa ao agressor, que insistia em insultá-lo, chamando-o de "preto de merd*”.

O cantor Johnny Laboriel lembrar-se dessa passagem e critica-o duramente, já que ele diz que ser negro nunca foi uma causa de discriminação, pelo menos no seu caso. "Por te chamarem negro não é motivo para tacar uma garrafa a alguém. Isso apenas demonstra que está complexado". Este pensamento valeu-lhe a inimizade de alguns familiares de Kalimba.

Erika Saba, uma ex-companheiroa do jovem artista do grupo extinto OV7 , assegura que durante a sua permanência no grupo que nunca presenciou nenhum acto de discriminação racial contra Kalimba ou a sua irmã M'Balia, seja no México ou na América Latina.

Duvida inclusive nas razões que provocaram a controvérsia: “O mais certo é que o Tokio Hotel não ia entrar no elevador, por uma questão de ego como artistas, não por racismo, sim porque queriam um elevador só para eles".

Dizem que são nazistas:
Na rede existem rumores que acusam o Tokio de serem nazistas. Tudo é baseado em especulações, incluindo o argumento de que colocar sua música "Monsoon" para trás, ouve-se o seguinte fragmento: "Glória a Hitler", em espanhol, não alemão.

Kalimba tem dado origem a rumores. O seu representante, em Westwood (a empresa que organiza a sua agenda de trabalho) disse que o cantor nunca confirmou a alegada discriminação e que, pelo contrário, se msotrou feliz em voltar à cidade do México, após a entrega dos prêmios.

A fonte assegurou que depois dos prémios Telehit, cantor não fez nenhum comentário sobre o sucedido. Em vez disso, ele garante que lhe constou de que os membros do Tokio Hotel foram os mais conflictivos durante a realização da dita premiação, pois no seu status de "estrelas internacionais” exigiram que fechassem todo o piso de um luxuoso hotel para eles e para as pessoas que trabalham com eles.

Isto coincide com o que foi descrito por Jorge Van Rankin, que escreveu no seu espaço: "O que mais me chamou á atenção foi a atitude insuportável e a arrogância, assim como a notável discriminação ás pessoas de tom moreno, que já foram motoristas ou pessoas de montagem . "

Kalimba disse a seus colaboradores mais próximos que já estava farto dos boatos e que a única coisa que ele pedia era para permanecerem em silêncio e se metessem a trabalhar

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