3 de dez. de 2009

Bravo (DE) nº50 - Entrevista Exclusiva - Bill: "Eu queria largar tudo."

Bill nunca foi tão atencioso! Apenas na BRAVO o lider do Tokio Hotel revelou o quanto se sente triste ás vezes.Um estudio de gravação escondido num quintal em Berlim-Schöneberg.No primeiro andar do edifício, na cabine de som está Bill Kaulitz (20) com uma leitora da BRAVO, Nora (13).Ela ganhou na BRAVO a participação no filme Arthur e os Minimoys (no cinema desde 26/11). Bill fala pelo papel principal de Arthur.Agora, o cantor do Tokio Hotel está cuidando da Nora no estúdio de gravação. Eles entendem-se bastante bem, o Bill divertiu-se muito e esteve rindo sempre.Mas durante a entrevista, ele de repente revelou um lado totalmente diferente.

Bravo: Bill, estás feliz?
Bill: Estou totalmente feliz com a minha carreira. O nosso albúm Humanoid parece ser ótimo. Na maior parte dos países Europeus estamos tendo muito mais sucesso nos tops com este novo albúm. Gostava que a minha vida privada também fosse assim tão boa.Não sei o que preciso para ser feliz, mas não o sou.

Bravo: Tens alguma ideia de porque é que isso acontece?
Bill: Talvez seja porque não tenho tempo para ser feliz pelas coisas que experimentei. Nem sequer posso comemorar o nosso sucesso e desfrutar.Porque tenho sempre algo novo para fazer. E ainda sinto falta de amor. Infelizmente...

Bravo: Como poderás então encontrar? Podemos ajudar?
Bill: Também não sei (suspira). Há muitas pessoas que tentam encontrar parceiros em programas de televisão. «Bill apaixonado» realmente não seria para mim.Acho que não funcionava conhecer uma garota em frente ás câmeras. Aprendi que conhecer alguém em privado é, infelizmente, muito dificil. Não posso sair nem ir ás compras!

Bravo: Porque não foges do teu mundo e sais sem guarda-costas?
Bill: Eu vou ser honesto e dizer que nem quero tentar isso, tenho medo disso. Agora na Europa é muito difícil para mim ir a um clube sozinho.Mesmo que esteja lá um segurança, parece-me mais uma sessão de fotos ou uma sessão de autógrafos. E depois sinto-me como um animal no jardim zoológico.Mas é a vida de uma estrela. Talvez eu encontre alguém por causa do meu trabalho...quem sabe? Se realmente o amor chegar até mim, será certamente uma coincidência.

Bravo: Estás ao menos satisfeito contigo mesmo?
Bill: Às vezes não me suporto. Não vejo as minhas atuações. Não me aguento ver na televisão. Uma coisa que me irrita é estar sempre pensando em algo. A maior parte das vezes não estou divertido e estou nervoso. Certifico-me sempre duas vezes se as portas estão fechadas. Olho dez vezes para ver se não me esqueci. Acho que deveria ser mais calmo.

Bravo: Tens medo do futuro?
Bill: Sim. Quem sabe o que vou fazer daqui a 5 ou 10 anos? A minha pior versão (do futuro) seria estar num escritório fechado em frente a um computador. Isso não é para mim. Já na escola eu tinha problemas com autoridade. Não dava ouvidos a ninguém e espero ser sempre o meu próprio chefe.

Bravo: Também discutes - Ou és mais persistente?
Bill: Sou muito emotivo. Já gritei para os membros da banda e membros da equipa quando alguma coisa não estava bem ou não se adequava às minhas coisas.

Bravo: Como é que é uma discussão com o Tokio Hotel?
Bill: Antigamente batíamos uns nos outros. Hoje é mais uma pressão psicológica...

Bravo: Sério? E como é?
Bill: Não falamos uns com os outros ou dizemos logo diretamente as coisas na cara: Quando estou contente pela sessão fotográfica e o Tom está chateado comigo... Ele diz-me isso em segredo. Mas no dia seguinte, toda a raiva já não existe.

Bravo: Alguma vez alguém, numa discussão, disse "Chega! Desisto!"?
Bill: Nunca ninguém disse isso mas é o que todos já pensámos em algum momento. Há momentos em que penso "Não quero mais fazer isto! Vou deixar tudo para trás. Quero ter algum tempo para mim mesmo.

Bravo: Quais são aquelas situações em que tudo já é demais para ti?
Bill: Quando não sei o que vou fazer ou quando não tenho mais ideias. Depois há dias em que só quero fazer as malas e não ouvir mais falar da banda durante um ano. Mas no fim acabo por pensar nos fãs, na força que eles nos dão e do quanto divertido é ter de ser líder do Tokio Hotel.

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